Afinal, o que é esse tal de Tesouro Direto?

O que é o Tesouro Direto?

Ele é basicamente um conglomerado de títulos públicos que o governo usa para captar recursos para investir em áreas como a educação, infraestrutura, saúde etc. Você empresta dinheiro para o governo e ele te devolve com juros. Curtiu? É um dos investimentos mais conservadores do mercado, já que as chances do país quebrar e o governo não honrar os seus compromissos é bem pequena.

Aos poucos, o Tesouro Direto vem sendo conhecido e considerado por muitos brasileiros. Só em 2018, ele teve um aumento de 63,4% no numero de seus investidores. Ele vem ganhando o gosto do brasileiro pela liquidez, rentabilidade e facilidade em aplicar.

Mas mesmo com tantas vantagens, as pessoas ainda nos perguntam: “Porque eu devo investir no tesouro se já invisto na poupança?”. Vamos responder isso com alguns números! A estimativa de inflação (desvalorização da moeda) para 2019 é de 4,2% (G1, 2018), se a gente dividir essa estimativa por doze, daria 0,35% de inflação por mês. Como a rentabilidade atual da poupança está em torno de 0,35% ao mês, você não ganha dinheiro algum deixando seu dinheiro nela! Além disso, o Tesouro Direto é muito mais seguro que a poupança, pois é muito mais provável que um banco venha a falir do que o governo.

Tipos de Títulos

Vamos falar sobre os três tipos de títulos existentes (por enquanto, desconsiderando os títulos com cupons semestrais):

Tesouro Selic: é atrelado a taxa básica de nossa economia (SELIC), que hoje está em 6,5% a.a. Trata-se do título mais conservador do mercado e que possui rentabilidade diária.

Tesouro IPCA+: nesta modalidade, você recebe juros de uma taxa pré-definida + o IPCA (inflação). Ou seja, se o título que você comprou paga IPCA + 5%, você receberá 9% a.a. (considerando a inflação em 4%). Obviamente, caso a inflação oscile, a sua rentabilidade também fará o mesmo.

Tesouro Prefixado: são aqueles em que a rentabilidade já é
anunciada e prefixada. Podemos saber exatamente quanto renderá a aplicação no vencimento do papel.

No site das corretoras de valores, ou até mesmo no próprio site do Tesouro Direto, encontramos cada um destes títulos com as respectivas datas de vencimento e rentabilidades.

Imposto de Renda e Taxa de custódia

Imposto de renda: ele segue a tabela regressiva: 22,5% de alíquota sobre investimentos de menos de seis meses, reduzindo-se semestralmente até chegar a 15% sobre o lucro de investimentos (após dois anos). Ou seja, quanto mais tempo deixar o dinheiro aplicado, menos IR se paga.

Taxa de custódia da B3 (bolsa de valores brasileira) de 0,25% ao ano. Sobre o valor dos títulos.

Taxas de corretagem: cada instituição financeira tem uma política de cobrança diferente e, a grande maioria, na intenção de atrair clientes para outros produtos pagos, não cobram nada.

Conclusão

Mas e agora? “Sabendo que o Tesouro é melhor que poupança. Em qual título devo aplicar?”.

Bom, isso depende dos seus objetivos. Você precisa primeiro definir suas metas, como por exemplo, a compra de um carro, uma casa, uma viagem, ou montar seu fundo de emergência, depois disso você precisa estipular valores e a data de conclusão de cada uma das suas metas. Ai sim você poderá analisar com calma, cada título com suas características e escolher o melhor pra você.

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Escrito por: Ramon (@ramomra)

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